• Calma, você não é o único

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    Imagem: Google/Reprodução

    Quando você chega na crise dos 20 e poucos anos tudo faz sentido. Você começa a se dar conta de que é cada vez mais difícil rever seus amigos e organizar horários de diversas questões da sua vida: trabalho, estudo, assistir aqueles filme em cartaz, namorado(a), viajar, etc. As multidões deixam de ser “tão divertidas”, e passa a incomodar.

    Não existe lugar mais desejado que a sua casa, as suas horas de sonos são poucas e valiosas. E o melhor programa é sempre a sua cama e o netflix. Seu dia precisa mais que 24h para cumprir com a sua lista de pendências, e só aumenta para o dia seguinte. Mas você não abre mão de assistir mais um episódio da sua série favorita.

    Começa a se dar conta de que alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais quanto apostava ser. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que não merecem o título de melhores pessoas. Partem seu coração, e você fica a se perguntar como tal pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil pôde lhe faz tanto mal. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.

    Sair todo final de semana lhe deixa esgotado e significa vários reais para o seu curto salário mínimo, e prefere gostar com comida. A infelicidade com o seu trabalho vai te deixar down, mas como tudo na vida, é uma fase. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um puta medo.

    Parece que aos 20 e poucos anos você tem que ser o cara mais foda, ter decidido de fato o que pensa para o seu futuro, ter trabalhado em várias empresas de grande porte, ter uma casa própria com carro na garagem, a sociedade impõe isso. Quando que na verdade você só quer chegar em casa e ter seus gatos por perto, com um São Brás do lado, enquanto aprecia a lua, nossa que lua.

    Envelhecer pressupõe amadurecer. Amadurecer pressupõe saber mais. E saber mais pressupõe se decepcionar mais, sofrer mais e dormir menos. Acredito que eu sempre fui uma criança madura. E agora, com 20 e poucos anos tenha me apodrecido: amadureci demais. Tô qual uma banana cheia de manchas marrom, uva seca na geladeira. A vontade é de deitar em posição fetal e choras por alguns dias, de fingir que ainda é infância, largar os ônibus lotados e brincar de pega-pega. Mas gente madura não pode fazer isso. Gente madura aguenta o fardo, não chora, encara tudo de frente, de peito aberto e sem colete a prova de bala, pois tem que ser valente e esperar o próximo tiro a queima-roupa.

    É, o futuro não cumpriu com o combinado e você não é um milionário. Mas você descobre que sucesso vai muito além de vários zeros na sua conta bancária e tem muito mais a ver com fazer aquilo que você realmente gosta e que te realiza. Provavelmente você não está onde sonhou estar, dos 20 e poucos aos 20 e tantos muita coisa muda e ainda vai mudar. A única certeza que fica é que você não é o único. E apesar de dramático, esta é a melhor fase da vida! Assim espero.

  • RESENHA: X-MEN – APOCALIPSE

    X-MEN – APOCALIPSE

    X-MEN – APOCALIPSE
    Imagem: Google/Reprodução

    Como o filme está recente nos cinemas, não quero dar spoiler e ser odiado por vocês. Por isso dividi esta resenha em dois pilares: pontos positivos e pontos negativos. Como notícia ruim chega sempre antes, vamos com os pontos negativos primeiro.

    • O filme teve alguma parte de material divulgado nos trailers e teasers de fora do filme, deixando uma certa raivinha. Os cortes dão a sensação de comprar uma coca-cola 600ml e receber apenas 550. Diz o diretor que foi um mal necessário para a coesão da trama.
    • Apesar do vilão Apocalipse surgir com toda pompa de Deus, divindade e poderoso, o mesmo não parecia tão ameaçador no filme. Faltou mais maldade.
    • Fera (Nicolas Hoult) e Mística (Jeniffer Lawrence) passam maior parte do filme travestidos deles mesmos, ou seja, em forma “humana”. Hollywood preza por mostrar mais o rostinho bonito de suas beldades à seus personagens em forma habitual. Afinal as pessoas vão ao cinema para ver seus heróis e vilões em carne, osso, pele azul e etc.
    • A personagem Psylocke (Olivia Munn) entra muda e sai calada. Um desperdício, para um personagem tão legal e infelizmente mal aproveitado com um papel reduzido.

    X-MEN APOCALIPSE - GRAVIDADE ARTIFICIAL
    Imagem: Google/Reprodução

    Depois de tanta choradeira pelos pontos ruins, vamos colocar alegria no rostinho de vocês leitores e ver o que de bom temos no filme e seus pontos positivos.

    • O elenco foi muito bem escolhido. Sophie Turner (Jean Grey), Tye Sheridan (Ciclopes) e Kodi Smit-Mcphee (Noturno) deram substância aos personagens, com atuações seguras e convincentes. Alexandra Shipp (Tempestade) e Ben Hardy (Anjo) mostraram vigor nas cenas de ação. Os personagens já conhecidos desenrolam bem e garantem o pagamento do salário. Evan Peters (Mercúrio) reaparece com suas cenas de efeitos especiais. Ele está perfeito, hilário carismático e repetitivo, porém empolga como se fosse a primeira vez.
    • O figurino nos remete aos quadrinhos dos anos 80 (auge das HQs, tanto em vendas quanto em criatividade), trazendo um saudosismo gostoso e nos aproximando mais das suas origens, com cores mais destacadas entre si, diferenciando cada personagem, dando-lhes mais personalidade e saindo do já batido uniforme “pretinho básico” que os anos 90 e 2000 propuseram aos heróis atualmente.
    • Efeitos especiais dão um show de cor, luz, som e texturas de agradar aos olhos, e nos fazer entrar nas cenas a cada nova aparição.
    X-MEN APOCALIPSE - GRAVIDADE ARTIFICIAL
    Imagem: Google/Reprodução

     

    Sendo assim, temos um conjunto que, apesar das falhas, nos dá um resultado satisfatório e promissor. É divertimento na certa. E não esqueçam de aguardar as cenas pós- créditos.

    Resenha por: Leonardo Freitas

    X-Men-ApocalipseX-Men: Apocalipse
    (X-Men: Apocalypse, 2016)
    Direção: Bryan Singer
    Roteiro: Bryan Singer, Dan Harris, Michael Dougherty, Simon Kinberg
    Elenco: Jennifer Lawrence , Evan Peters , Michael Fassbender , James McAvoy , Nicholas Hoult , Oscar Isaac , Channing Tatum, Sophia Turner, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Hugh Jackman
    Duração: 2h27 min
    Gênero: Aventura, Ação, Ficção Científica, Fantasia
    Produção: Simon Kinberg, Lauren Shuler Donner, Bryan Singer, Hutch Parker, John Ottman, Todd Hallowell, Stan Lee.
    Distribuição: FOX Filmes
    País de Origem: EUA
    Estreia no Brasil: 19 de Maio de 2016

  • CINEMA PALETTES: UM TWITTER QUE MOSTRA PALETAS DE CORES DE GRANDES CENAS DO CINEMA

    The Martian

    The Martian

    A cor têm o poder de influenciar a maneira como nos sentimos, e é na composição cromática que o cinema nos atinge de uma forma que vai além daquilo que consideramos bonito, essa é parte importante da experiência do filme. A cor também serve para criar um certo humor, às vezes para destacar os personagens e as suas ações. Seja o que for, se acertar, o público será levado a um espetáculo maravilhoso.

    E para mergulhar mais fundo nas cores usadas em filmes novos e antigos, uma conta no Twitter que tem como nome de Cinema Palettes, utiliza uma imagem de um filme e tira uma paleta de cores com base na cena capturada. Esta paleta de cores é apresentada abaixo do quadro selecionado.

    Uma dica muito interessante é para quem busca inspiração de cores para a decoração do seu quarto, ou casa. E se você gosta muito de cinema, é uma ideia genial se inspirar em sua cena favorita.

    Selecionei algumas paletas:



    Se a sua cena favorita não foi selecionada, certamente você encontrará no Twitter.